Tema da Passagem

0 comentários




Uma música que passa o sentimento de passagem do ano em retrospectiva. O ritmo ágil e épico da composição de certa forma representa a cadência do tempo transcorrido. Guitarras, piano, baixo, intrumentos de sopro e  de  percussão se unem para formar uma orquestra completa e criar um tema instrumental intenso, empolgante e com  nítidas  influências rockeiras e clássicas.








"Rockestra Theme" é um cativante turbilhão musical que está  presente no álbum "Back to the Egg", da banda Paul McCartney and the Wings. É a breve e oitava faixa do disco, que  foi lançado em 1979, e tinha por objetivo retornar a um som mais cru e rock and roll (um retorno às origens). "Back to the Egg" apresenta faixas mais pulsantes e rockeiras que o trabalho anterior (como a "Rockestra" - talvez a mais bacana do disco). Porém, McCartney não abandonou as baladas (não rompendo com a sua tradição trovadora).





   



Os convidados-integrantes  da "Rockestra" formaram  um verdadeiro  "time dos sonhos"  musical: David Gilmour (Pink Floyd), John Paul Jones e  John Bonham (Led Zeppelin), Pete Townshend (The Who), Hank Marvin (The Shadows), Gary Brooker (Procol Harum), Morris Pert (Brand X) etc.
"Rockestra Theme" foi uma das primeiras músicas a serem gravadas para o disco "Back to the Egg". A gravação ocorreu no dia 3 de Outubro de 1978, no Abbey Road Studio 2.
Posteriormente, o tema instrumental foi tocado no "Concert  for  the People of  Kampuchea", em dezembro de 1979, no Hammersmith Odeon. Além do "The Wings", participaram do evento as seguintes bandas: "The Clash", "Queen", "The Police", "The Who", "The Pretenders" etc. O objetivo do concerto foi levantar fundos para as vítimas de guerra no Camboja. Este foi o último show da banda "The Wings". E "Back to the Egg", o último álbum lançado pelo conjunto.   





     


"Rockestra Theme" ganhou o Grammy de Melhor Performance Instrumental de Rock. 
Também já foi tocado ao vivo por Paul McCartney para celebrar passagem de ano. Entrou no corredor da contagem regressiva, e em seguida combinou-se com fogos de artifício e abraços. Tudo a ver com a sua essência alto-astral e de congraçamento.
Feliz 2012!















//COORDENADAS//
/Fonte de Consulta/ Wikipedia.
/Imagem de Abertura(1)/ Desenho de encarte do disco "Back to the Egg" (Site: Discogs).
/Imagem(2)/ Capa do disco "Rockestra Session" (que apresenta várias versões para o Tema e outras músicas) (Site: Discogs).
/Imagem(3)/ Capa do disco "Back to the Egg".
/Imagem(4)/ Paul McCartney and the Wings (1981) (Site: BBC Video).
/Imagem(5)/ "Disco com Imagem" - "Back to the Egg" (Site: Live Auctioneers).

A História das Coisas

0 comentários




A História das Coisas (The Story of Stuff) é um curta-metragem de animação sobre a crise do atual sistema de produção capitalista. Foi criado pela educadora ambiental Annie Leonard. O lançamento do documentário ocorreu em 2007.









O curta mostra de forma bem clara e didática o excessivo e descontrolado padrão de consumo atual da humanidade, que contribui para exaurir os recursos naturais (um exemplo triste: 80% das florestas originais já desapareceram da face da Terra para sustentar este ritmo frenético de consumo).








   


O sistema atual de produção capitalista  impõem para  sociedade  a  seguinte regra: o consumo como o principal meio de vida, indispensável ritual existencial, que vai providenciar rapidamente a satisfação do nosso ego e do nosso espírito.









Há um dado alarmante que é levantado pelo filme: das 100 maiores economias mundiais, 51 delas estão nas mãos de corporações, criando assim um oligopólio mundial de dominação comercial, política, econômica e das mentes.
Um dos  grandes problemas desde oligopólio corporativo é  a utilização de um sistema de produção industrial ("entra tóxico, sai tóxico") que em incontáveis casos gera produtos nocivos para o consumo humano. Além disso, a  fabricação destes materiais dissemina a  poluição no meio ambiente e a erosão dos recursos naturais.






   


 O mote "vender todo o lixo tóxico o mais rápido possível" é  a força propulsora deste mecanismo de produção convulsivo. Padrão acelerado, lucrativo e  guiado pela estratégia da obsolescência, que faz com que os produtos se tornem inúteis o mais rápido possível ("desenhados para o lixo"); e também convence os consumidores a  jogar fora produtos perfeitamente úteis [a questão da "atualização" (mudança de aparência dos produtos) e da moda (que aponta para o que está ultrapassado)].
Com esta produção incessante e vertiginosa que alimenta a frenética seta do consumo, o Planeta é altamente exigido (são necessários recursos equivalentes a  dois Planetas Terras para suportar  a  atual  escalada  de consumo). 









Assim, o objetivo deste mecanismo capitalista  é  acelerar incessantemente as linhas de produção, tornando o consumidor um escravo permanente de "novidades", "status" em forma de produtos. Um fiel depositário de um sistema em que se a pessoa não possui ou compra muita coisa, é taxada como sem valor. Um círculo vicioso que traz uma aparente e momentânea felicidade de possuir algo "novo" e de "valor" (mas que  já está  fadado à rápida obsolescência e consequentemente à  inutilidade). Qual é a saída para a superação deste modelo insustentável, ditador e infeliz?       










/A História das Coisas (Filme Completo)/

















//COORDENADAS//

//IMAGENS//
/Imagem de Abertura(1)/ Robô Chinês feito de carros usados (Site: Vintage 69).
/Imagens(2 a 6)/ Extraídas do filme "A História das Coisas".
/Imagem(7)/ Annie Leonard (Foto: Martin E. Klimek - USA Today).
/Imagem(8)/ Retirada do documentário "A História das Coisas".

Blues Encorpado

0 comentários






Little Boy Blues é uma das duas faixas instrumentais que aparecem no disco Thunder Seveno sétimo trabalho lançado pelo grupo de hard rock canadense Triumph, em 1984. Enquanto Midsummer's Daydream é uma faixa acústica, breve e com influências de música clássica e flamenca, Little Boy Blues é um hard blues bem melódico e intenso, que mostra o entrosamento perfeito do power-trio na performance desta faixa. As outras músicas do álbum Thunder Seven são também consistentes, demonstrando um trio afiado, ao tocar e compor (destaque para o uso criativo das harmonias vocais e o emprego eficaz de teclados). Talvez este disco seja um dos momentos em  que  o Triumph mais se aproxima do rock progressivo.   











Exatamente! Little Blues Boy é a faixa número 6 (do lado b do disco). É a música que encerra em grande estilo o álbum. Ela foi composta pelos três integrantes da banda [Gil Moore (bateria e vocal), Mike Levine (baixo e vocal de apoio) e Rik Emmett (guitarra, violão e vocal)].    














Thunder Seven é um disco conceitual que analisa as ações dos seres humanos (para o bem e para o mal), em uma linha temporal que vai até a  virada  para o  século XXI. A arte da capa foi concebida pelo artista Dean Motter, mostrando um homem robotizado (talvez um dos pontos críticos da obra é  apontar para  a crescente automatização do homem no decorrer dos séculos, a ponto de perder a sua feição humana). O homem-máquina de Motter é um híbrido entre o homem-vitruviano de Leonardo da Vinci e uma criatura-robotizada com influências soturnas do artista H.R. Giger (que também já fez várias capas para bandas de rock).








  



Estilosa, elegante e impactante. Vale a pena ouvir:
/Little Blues Boy (Versão Estúdio)/
















//COORDENADAS//
/Fonte de Consulta/ Wikipédia.
/Imagem#1/ Capa do disco  Thunder Seven do grupo Triumph. A capa foi desenhada pelo ilustrador Dean Motter (Fonte: All CD Covers). 
/Imagem#2/ O guitarrista Rik Emmett (Foto retirada do site do Triumph).
/Imagem#3/Página da HQ - O Prisioneiro (Parte A - A Chegada), baseada no primeiro episódio da série britânica de tv criada nos anos 1960, que trazia elementos de espionagem e ficção-científica. 



  
As ilustrações da HQ são de Dean Motter. O texto é de Dean Motter e Mark Askwith.
/Imagem#4/ O baixista Mike Levine (Foto do site da banda).
/Imagem#5/ Página da HQ - O Prisioneiro, de Dean Motter.
/Imagem#6/ O baterista Gil Moore (Foto do site do grupo).
/Imagem#7/ Contracapa do disco Thunder Seven (Fonte: All CD Covers).
/Imagem#8/ Banda ao vivo (Fonte: Site do Triumph).

Só Existe na Língua Portuguesa

0 comentários



Saudade é uma palavra que está somente presente na língua portuguesa. Em qualquer outro idioma não há uma  denominação que expresse a síntese dos sentimentos que remetem ao significado desta palavra: distância, amor, ausência e passado.
Sua origem está no latim: solitáte (solidão). E seu nascimento remete à tradição marítima lusitana, por traduzir com perfeição o sentimento de se  estar longe de casa, na chegada a uma nova terra (longe dos familiares e amigos).
No Brasil, a palavra saudade já apareceu em várias e inesquecíveis músicas, que combinaram com maestria a intensidade instrumental com a poesia cativante das letras. 
Mas como seria uma música de banda britânica com o título "Saudade"? Instrumental? Com letra em português?









Inteiramente instrumental, "Saudade" é a última faixa do disco "Seventh Dream of Teenage Heaven" (1985) - o primeiro lançado pela grupo "Love and Rockets". Os integrantes - remanescentes da banda de rock "Bauhaus" - entregam neste disco  um denso rock psicodélico, com influências de gótico, post-punk, pop-rock e som alternativo. Então, a  faixa "Saudade" possui toda esta mescla de influências?









Como o grupo "Love and Rockets" é um verdadeiro Ornitorrinco musical, a faixa "Saudade" apresenta fortes influências de outras vertentes musicais: New Age e Rock Progressivo, lembrando até trilha sonora para um filme mais introspectivo.









Sem dúvida, nesta música, a banda "Love and Rockets" consegue expressar com muita propriedade o sentimento de saudade. Sem letra, mas com densas e amplificadas camadas sonoras, que evocam a atmosfera de espaços abertos (o efeito sonoro percussivo passa a sensação de compasso musical do tempo).
A tapeçaria sonora (formada por teclado, violão, guitarra e baixo) ecoa amplos horizontes, transportando o ouvinte para  intensas paisagens sonoras. Na segunda parte da faixa, o acústico etéreo é encorpado com o som denso da guitarra (o que acentua ainda mais a sensação de saudade).
Sem dúvida, a experiência do grupo "Love and Rockets" com a música sinfônica resulta em uma composição inesquecível, através de  uma "conversação" melódica e harmônica  entre os instrumentos, que capta com emoção, beleza e  densidade  a essência de uma palavra tão profunda e única.  


















//COORDENADAS//
/Wikipédia/
/All Music Covers/
/Imagem de Abertura(1)/ Ilusão (Fonte - Blog: El Vuelo de La Esfinge).
/Imagem(2)/ Capa do disco "Seventh Dream of Teenage Heaven" (1985), da banda Love and Rockets (Fonte: All CD Covers).
/Imagem(3)/ Ornitorrinco Nadando (Fonte - Blog: Turma 32).
/Imagem(4)/ Horizonte e Lago (Foto: Midlander1231).
/Imagem(5)/ Encarte do disco "Seventh Dream of Teenage Heaven" (Fonte: All CD Covers).
/Saudade/ Videoclip com imagens do balneário de Barra de Valizas (Sudeste do Uruguai).

O Veneno está na Mesa

0 comentários



Um inimigo perigoso está impregnado nos principais alimentos da população brasileira. Ele é altamente tóxico e está hospedado na laranja, no morango, no milho, no morango, nos mais diversos sabores de pizza, na maçã...Verduras, legumes, nenhuma frente alimentícia escapa.

O brasileiro  ingere anualmente  mais de  5 litros de  veneno por ano, via alimentos contaminados por agrotóxicos. Não é à toa, que casos de diversos tipos de doenças se alastram exponencialmente pela sociedade brasileira devido ao consumo de veneno que é servido diariamente na mesa dos consumidores, camuflando-se  na comida diária da população.  

Câncer, má-formação de feto (devido ao leite contaminado das gestantes por agrotóxicos), cegueira, paralisia dos membros, esterilidade, alterações genéticas, graves problemas cardíacos, respiratórios e pulmonares são alguns dos danos causados  por um bilhão de litros de agrotóxicos produzidos por ano em território brasileiro.






   

O filme "O Veneno está na Mesa" do cineasta Sílvio Tendler alerta para o grande perigo do uso indiscriminado dos agrotóxicos no Brasil. Enquanto que o uso de vários tipos de defensivos agrícolas tóxicos  foram proibidos no Japão, Estados Unidos e em vários países europeus, eles são largamente utilizados em terras brasileiras. Isso faz com que o Brasil seja o maior produtor de agrotóxicos do mundo.

Este filme integra a "Campanha Nacional Permanente contra o Uso de Agrotóxicos" e visa alertar a população sobre um tema diretamente ligado à questão da sua sobrevivência. A Campanha conta com  a participação de mais de 30 entidades da sociedade civil brasileira (Movimentos Sociais, Entidades Ambientalistas, Organizações de Saúde, Grupos de Cientistas, Associação de Estudantes etc.).

 
O "Comitê Paulista da Campanha contra os Agrotóxicos e Pela Vida" lançará o filme "O Veneno está na Mesa" nesta próxima 6ª feira (02/12/2011), em São Paulo. O  Evento ocorrerá no SENAC da Aclimação [Rua Pires da Mota, 838 (Metrô Vergueiro)]. Horário: das 18:30h às 22:00h. Depois da exibição do filme, haverá debate com o cineasta, integrantes do Comitê e público. Para maiores informações: Telefone: 3795-1299.








 
   




Segundo Sílvio Tendler, "o mundo está sendo completamente intoxicado por uma indústria absolutamente desnecessária e gananciosa, cujo único objetivo realmente é ganhar dinheiro".
E ilustra um exemplo de exploração a cargo dessa indústria de veneno, que está vinculada ao uso insustentável da terra: os bancos não financiam a agricultura sem agrotóxico. Se o camponês não tiver as notas  referentes aos herbicidas, às sementes transgênicas etc., ele é obrigado a devolver o dinheiro. Isso acaba gerando um vínculo nefasto que  aprisiona o produtor rural a um ciclo que intoxica a população e o meio ambiente, e que só beneficia as grandes corporações em busca de altos lucros criminosos.












       


 
 

Tendler menciona que  o camponês é amarrado dentro deste padrão de  produção  movido a agrotóxico/transgenia, retirando-se dele qualquer possibilidade de desenvolver uma agricultura natural, orgânica e saudável. Dentro desta masmorra de produção insalubre e poluidora, o agricultor adoece e morre como um escravo-empregado do agronegócio.
O cineasta afirma que esse modelo   de exploração  a base de veneno promove em muitos casos, expulsão e migração  dos pequenos agricultores rumo às cidades (podendo levá-los à miséria). Arranca-se a propriedade dos seus legítimos donos para entregá-la aos grandes proprietários do agronegócio via um desenvolvimento perverso que esgota e torna infértil o solo,  devasta florestas e contribui para inviabilizar a vida no Planeta.   











Sílvio Tendler aponta que a solução está em se adotar uma agricultura mais humana, que proteja os camponeses, ao permitar que eles usem sementes naturais, desenvolvem uma agricultura saudável (livre de transgênicos e pesticidas) e democrática (longe da escravidão que é o modelo oferecido pelas megacorporações do agronegócio). Com esse manejo harmônico, salubre e sustentável da terra, se evita a intoxicação da população (no campo e nas cidades) e dos ecossistemas (rios, plantações, fauna e flora).










A possível alteração danosa do Código Florestal - que anistia desmatadores, diminui as Reservas Legais e amplia a devastação das Áreas de Proteção Permanente etc. - é um fio condutor para promover o uso  predatório das terras por um agronegócio  em nada preocupado com a manutenção de uma produção saudável e autossustentável. O  grande objetivo deste processo é o aumento do desmate (para   não se  ter custo com tecnologia eficiente), o lobby para a isenção do imposto sobre pesticidas e a instauração de agricultura altamente lucrativa e violentamente poluidora. É  o que afirma o professor Fernando Carneiro, do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília.

Portanto, um direito democrático que cabe a todos os brasileiros não pode ser vilmente usurpado por uma irresponsável bancada ruralista apoiada por megacorporações patologicamente gananciosas com as suas receitas altamente lucrativas de  produção de venenos. O efeito colateral deste nefasto empreendimento é uma séria ameaça para a saúde humana e à biodiversidade.








  
 O filme "O Veneno está na Mesa" está sendo distribuído pelo processo de multiplicação (as pessoas fazem novas cópias das recebidas, ampliando o efeito da distribuição). Para Tendler, todas as pessoas precisam ser alertadas sobre o risco pelo qual estão passando. E se faz mais do que necessária a divulgação do filme para a Presidente, para o Ibama, o Ministério da Agricultura e o Congresso. 
 
 




 
 
 
"Nós não queremos mais agrotóxicos de nenhuma forma. É uma mudança de  filosofia, temos que partir para produzir diversidade. Vamos ter que comer diferente, que fazer muita coisa e não depende só do agricultor, depende também da população, porque do jeito que está não é possível mais ficar"”- afirma Rosany Bochner  [Consultora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Coordenadora do Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)].






“Dilma, salve as nossas florestas e proteja o nosso futuro” - foi  o que pediu um grupo de 600 crianças vestidas de verde em frente ao Palácio do Planalto, na Manifestação dessa última 3ª feira contra as alterações do Código Florestal. Esta Manifestação foi organizada pelo  "Comitê em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável". Uma frente de protesto - formada por 200 organizações que integram o Comitê  - se juntou às crianças pela defesa das Florestas. O número estimado de manifestantes foi em torno de 1,5 mil pessoas. 

Após a manifestação, representantes do Comitê entregaram para o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho um abaixo assinado com 1,5 milhão de assinaturas coletadas no Brasil inteiro via "Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável" e da petição  online da "Organização AVAAZ".


Sem dúvida, a assinatura do músico Arnaldo Antunes contribuiu para se chegar à expressiva marca de 1,5 milhão de assinaturas. Sua marca está também presente em duas músicas rockeiras-viscerais de crítica social, da época em que integrava a banda "Titãs": 


 /Porrada/  Congratulações para os banqueiros... [do disco "Cabeça Dinossauro" (1986)]


/De Nome aos Bois/  Essa lista, infelizmente, está bem desatualizada [do disco "Jesus não tem Dentes no País dos Banguelas (1987)] .  Os Titãs poderiam fazer uma nova versão, que na verdade seria uma suíte. Sugestões: cambada/bancada do Congresso a favor do desmatamento no Brasil, megacorporações que já detonaram a agricultura da Índia, inúmeros rebanhos de gados (com injeções artificiais) e que agora estão com o plano de transformar o Brasil em um  deserto envenenado  de monoculturas. Quem mais? george bush, berlusconi, relatores de Códigos  e  incontáveis ministros brasileiros...  














//COORDENADAS//
/Senac - Aclimação (Inscrição para o Lançamento do Filme "O Veneno está na Mesa")/
-Programação-
18:30h - recepção e identificação dos participantes (por favor façam sua inscrição prévia!).
18:40h - apresentação do diretor Sílvio Tendler e pronunciamento do Comitê Paulista.
19:00h - projeção do filme "O Veneno está na Mesa".
20:00h - debate com a participação do diretor, de integrantes do Comitê e do público presente.
22:00h - encerramento



//IMAGENS//
/Imagem#1 (de Abertura)/ "Monstro Kraken" - Arte do pôster do filme "Fúria de Titãs" (Versão de 2010) (Fonte: Movie Goods)
/Imagem#2/ Titãs - Tormento de Atlas e Prometeus (6 a.C.) (Museu do Vaticano).
/Imagem#3/ Pôster do filme "O Veneno está na Mesa" de Sílvio Tendler.
/Imagem#4/ Capa do Disco "Cabeça Dinossauro" (1986) dos Titãs.
/Imagem#5/ "One Race" - desenho da saga  "Riddick".
/Imagem#6/ Capa do LP "Jesus não tem Dentes no País dos Banguelas" (1987) dos Titãs.
/Imagem#7/ Medusa do filme "Fúria de Titãs" (1981) (Fonte: Movie Goods).



                   Pôster (Site: Movie Goods).




/Imagem#8/ Pegasus Negro.
/Imagem#9/ Atlas de Farnese (150 d.C.) (Escola Romana) (Museu Nacional Arqueológico - Nápoles).
/Imagem#10/ Gigante Kraken do filme "Fúria de Titãs" (1981) (Fonte: Movie Goods).
/Imagem#11/Arnaldo Antunes na Campanha da "Coalizão #Floresta Faz a Diferença".
/Imagem#12/ Pegasus - Pôster do filme "Fúria de Titãs" (Versão 2010). (Fonte: Movie Goods).

O Dia em que Faremos Contato

0 comentários







Seres em preto e branco aprisionados por movimentos bruscos e violentos que levam a uma espiral descendente. O objetivo é se manter de pé, mas parece que o solo é o destino final  de um viver esquizofrênico  e caótico. Criaturas bidimensionais que se fundem com perfeição a um cenário preto e chapado, um grande deserto negro geométrico. A pulsão da vida neste mundo é o conflito beligerante que se traduz em um balé denso e rude. Uma dança movida a ágeis, rápidos e desesperados movimentos que mais parecem golpes de algum tipo de luta mortal.














       






Este balé-luta chamado "Breu"  foi criado pelo coreógrafo Rodrigo Pederneiras  para o  Grupo Corpo, cuja estreia foi no ano de 2007, em palcos brasileiros. Quarenta minutos de uma dança severa regida por uma trilha sonora densa, pulsante e em forma de um rico  mosaico de referências musicais. Um painel sonoro dissonante e instigante que faz uma síntese de uma gama de gêneros musicais aparentemente incompatíveis: Frevo, MPB, Música Clássica,  Rock Progressivo (com texturas pinkfloydianas), Música Experimental e Hard Rock... A criação musical de Lenine une sensações dúbias: o prazer de se ouvir uma música criativa, poética e emocionante que impulsiona  uma coreografia escancaradamente desarmônica e  desconfortável, acabando  por refletir a vida nas grandes metrópoles. Vida essa moldada pela exacerbada  individualidade  competitiva, que transforma os seus habitantes em adversários. Uma  patológica contenda que ecoa  em batidas nas latarias dos carros, nas sirenes das ambulâncias. O vício  pela busca frenética do lucro e do sucesso (a qualquer custo) é  o canal para uma comunicação ruidosa  e conflitante entre os concorrentes. O sucesso desvirtuoso se dá pela queda alheia. Uma luta cujos movimentos abruptos e brutais são como um enfrentamento com foices no escuro. Uma realidade descolorida sem fauna e flora. 






   

Esta trilha sonora apresenta uma colagem sonora (repleta de guitarras, instrumentos de sopro, bateria, vocais, samplers, efeitos) que cria uma obra dividida em oito movimentos. O resultado final é de uma impactante pulsão sonora que se molda perfeitamente  a um balé do desencontro e da desunião, metaforizando assim a  vida conflitante nas grandes cidades poluídas e sem verde.











     


O compositor Lenine aderiu à  Campanha #Floresta faz Diferença, pois sabe que se o Código Florestal for alterado será o fim da Floresta Amazônica. Uma insubstituível  Mata Nativa que por irresponsabilidade criminosa  do Congresso corre o risco de virar pó.
Existe um dado* alarmante que aponta para este possível futuro negro da Amazônia: Segundo o “Proder” - sistema de medição preciso do INPE  - o total da área desmatada no ano de 2010 foi de 7.000 km² (área mais de 4 vezes maior que a da cidade de São Paulo). Essa área desmatada corresponde a colossais 848.484 campos de futebol por ano (2.324 campos de futebol por dia) – tendo como base as dimensões do gramado do Estádio do Maracanã (110m x 75m). O que leva a crer que se as alterações do Código Florestal forem aprovadas, o destino da Amazônia   será possivelmente se transformar em  um gigantesco deserto.
Está mais do que na hora de se voltar para uma dança harmônica, alegre e lúdica em contato com a natureza. Sem o verde das Florestas para cantar, o que será do trovadores da MPB? 



















//COORDENADAS//


//Músicas//
/As músicas de Lenine para a Peça Breu do Grupo Corpo/ Dessa obra instrumental excelente, aqui vão algumas das ótimas faixas:

/Trovador/ Sensacional peça musical meio melancólica e com influências clássicas. Apresenta um trabalho de guitarra sutil  amplificando a instrumentação densa e nostálgica. Sexta faixa da obra.

/Pé no Mundo/  A quarta música da obra traz uma envolvente MPB rockeira, com um pé no experimental.

/Secular/  A penúltima e sétima faixa é um Frevo rasgado misturado com um enérgico Rock comandado por uma bateria poderosa.


/Violenta/ Última música que retoma o tema de abertura da obra e é a essência da mensagem do balé. Traz características experimentais (com atmosfera pinkfloydiana), que se combinam com ares de sertão, para depois, se enveredarem em uma viagem rockeira e adrenalizante, por uma estressante metrópole.   


//Outras Fontes//
/Site da Campanha #Floresta Faz a Diferença/

/*Fonte da Matéria referente à área desmatada da Amazônia em 2010/ Desmatamento na Amazônia cai um julho, mas 2011 supera 2010 [Fonte - Folha de São Paulo / Seção Ambiente (17/08/2011)].


//Imagens//
/Imagem de Abertura#1/ "Corpo no Chão" -  Imagem da peça "Breu" do Grupo Corpo.
/Imagem#2/ Capa do disco "Falange Canibal" (2001) de Lenine.
/Imagem#3/ "Salto no Ar" - Imagem do balé "Breu".
/Imagem#4/ Capa do LP "Na Pressão" (1999) de Lenine. 
/Imagem#5/ Cartaz da peça "Breu" do Grupo Corpo.
/Imagem#6/ Foto com o músico Lenine segurando o cartaz da Campanha #Floresta Faz a Diferença.
/Imagem#7/ Capa da obra "Olho de Peixe" (1992) de Lenine.
/Imagem#8/ Capa do disco "O Dia em que Faremos Contato" (1997) de Lenine.

Alerta Global

0 comentários




 Mae Dae - Seria uma entidade? // Um nome aludindo a um significado tenebroso? // Um sinal  de pedido de socorro utilizado para avisar que um grupo de pessoas está em iminente perigo?













Mae Dae é um pedido de ajuda via sinais de rádio, indicando que pessoas dentro de barcos ou aviões estão em situação dramática. É também um alerta musical, em forma de um bem elaborado e moderno hard progressivo, com influências de Art Rock e tocado pela banda estadunidense "Enchant".
A música  Mae Dae é inteiramente instrumental, marcada por uma densa e incisiva intervenção de guitarra, que combinada com um tom mais dramático do teclado, confere ao instrumental um teor marcial de urgência. Ela está presente no excelente e inspirado trabalho de estreia do conjunto - A Blueprint of the World (1995). A banda seguiu a fórmula certeira do primeiro disco  nos seis lançamentos de estúdio seguintes [combinando baladas emotivas  com uma faixa instrumental, em meio a  intricadas e complexas (com vários temas) suites progressivas]. Mae Dae aparece também no último lançamento da banda: o disco ao vivo - Live at Last (2004). Com relação às músicas da banda,  ilustrando suas densas passagens sonoras, as letras oferecem uma essência existencial (superação, qualidade de vida, relacionamentos, medos etc.).














A instrumental Mae Dae,  de certa forma,  acaba se incorporando e  intensificando o  aviso de máxima urgência levantado pelo biólogo americano Thomas Lovejoy (professor da George Mason University - Virgínia - Estados Unidos): em 5 anos, o cenário da Floresta Amazônica poderá ser irreversível, pois está se aproximando em muito de um ponto sem retorno, cujo resultado pode custar a  sua sobrevivência. Devido a devastação da Floresta, pela exploração criminosa dos madeireiros e da agropecuária, que arrancam vastas áreas de Matas, através de queimadas e  cortes criminosos de árvores (com motosserras, fogo etc.); uso de veneno (lançado de aviões), para secar e matar grandes porções de  verde. Estas danosas alterações acabam por desregular o frágil e complexo ecossistema amazônico, aumentando assim o calor na Floresta, alterando as correntes de ventos, o preciso sistema de funcionamento dos rios de sua bacia e o mecanismo interno de controle de água (evaporação e absorção) da Mata.  













Com a Floresta sendo desmantelada em largas proporções, o seu sistema de auto-regeneração fica altamente comprometido. A Teoria da Bomba Biótica ilustra o chocante caso: como a  regulação do sistema hidrológico interno é pautada pelas árvores frondosas; as  áreas desmatadas, desertificadas e aplainadas não conseguem com eficácia lançar água do solo para a atmosfera (tarefa que as árvores fazem com perfeição), produzindo menos vapor, que acaba por promever um cenário com bem menos chuvas, ventos e umidade na área.  
Já foram desmatados 17% da Floresta Amazônica, em relação ao seu total, e segundo Lovejoy, o máximo que a Floresta consegue suportar sem entrar em colapso é da ordem de 20%.
Mas parece que os congressistas em Brasília não estão em nada preocupados com essa chaga na Amazônia, tanto que as alterações referentes ao Código Florestal (que promovem o desmanche da Amazônia) já foram aprovadas nas Comissões CCT (Comissão Ciência e Tecnologia)  e CRA (Comissão de Reforma Agrária). O que é um péssimo sinal de iminente tragédia ambiental. Resta agora passar pela pela Comissão do Meio Ambiente e pelo plenário da Casa (Senado). Depois, volta para os trâmites finais na Câmara. Portanto, estamos já em um segundo tempo adiantado do "jogo" (em que a preservação do meio ambiente vai perdendo).   














Se as propostas de alteração no Código forem aprovadas em instância final, o alerta do professor Thomas Lovejoy será completamente ignorado e jogado na lata do lixo da História: o período de 5 anos, como um "colchão" de urgência para se reverter a tendência de desertificação da Amazônia.
Então, o que fazer para combater este displante que é modificação do Código das Florestas [que dá licença e anistia para os desmatadoresextingue as Reservas Legais para as propriedades de até 4 módulos fiscais [na região Norte, 1 módulo equivale a 80 hectares (1 hectar é igual a  1 campo de futebol)] e se aprovada promoverá um massacre florestal (pois áreas maiores podem se desmembrar para módulos de 4 hectares); permite o avanço do desmate em APPs (Áreas de Proteção Ambiental), invadindo novos espaços nas encostas, nos  topos de morros e margens de  rios;  a destruição de Manguezais, via exploração comercial pesqueira  e uma série de outras calamidades]?  











É possível participar de um abaixo assinado contra esta irresponsável alteração e pressionar os senadores da Comissão do Código Florestal para votarem a  favor de medidas que protejam a biodiversidade e que sejam um obstáculo à essa sangria desatada sugerida pela alteração do Código.
#Chegou a Hora (Coalizão Floresta Faz a Diferença)














Deixar passar essas alterações lamentáveis referentes ao Código Florestal é atentar contra a legitimidade de uma nação. Estas modificações são o desaparelhamento do Estado, pois trazem em suas garras projeto de lei complementar (PLC - 01/2010), que enfraquece vergonhosamente as atribuições do IBAMA, pois  tira da esfera deste órgão a fiscalização do cumprimento das normas ambientais em estados e municípios (relegando o poder de fiscalização a orgãos ambientais locais, que muitas vezes são corruptos e fisiológicos, visando o lucro imediato em detrimento do meio ambiente). Esta aberração em forma de projeto não pode ser aprovada.

















Atualmente, o mundo perde cerca três espécies de seres vivos por hora e antes dos principais efeitos da mudança no clima - como afirma Paul Pearce Kelly (Curador-sênior da Sociedade Zoológica de Londres). Diz também que a taxa de extinção atual é 10 mil vezes mais rápida do que em qualquer outro período registrado. Com a inadimissível possibilidade de alteração do Código das Florestas, esse cenário apocalíptico poderá piorar ainda mais, arrastando consigo incontáveis espécies endêmicas, a  insubstituível área de remédios naturais, a  mais extensa  fonte inesgotável de comida saudável (quando utilizada de modo sustentável), a maior  biodiversidade  da Terra, que integram o pulmão e o agente regulador natural do clima planetário: Floresta Amazônica.  














Não podemos deixar a Amazônia se transformar em um deserto, onde encontrar um Oásis pode vir a ser uma missão quase impossível, em um lugar seco e morto, onde outrora havia a maior Floresta natural do mundo.
Que graça terá se o Brasil for campeão da próxima Copa do Mundo, com uma Floresta condenada? Campeões do que? Da devastação? Loas a quem (ao predador Ministro dos Esportes aldo rebelo)? Será instaurado o dia do Saci-pererê - aquele que foi expulso da Floresta e está mendigando nas selvas de pedra das grandes metrópoles brasileiras?  





















//COORDENADAS//
/Imagem de Abertura#1/ Olho (Desenho retirado do site da banda). Obs.: Infelizmente, o site do grupo parece estar com malware. Entrei lá, e o Avast bloqueou ameaças (esquisito).
Maiores informações sobre o Enchant
/Imagem#2/ Arte da capa do disco "Blink of an Eye" (2002). Um disco com ótimos arranjos musicais.
/Imagem#3/Capa do disco "A Blueprint of the World" (2002), um dos melhores do grupo e com faixas memoráveis. Certeza de várias audições sem cansar.
/Imagem#4/ Capa do disco "Break" (1998), um denso e consistente trabalho, só que mais pesado e "direto" (não tão sinfônico) em comparação com os demais.
/Imagem#5/ Capa do disco "Wounded" (1996), o segundo e um dos mais enérgicos e pesados trabalhos da banda (flerte direto com o hard rock).
/Imagem#6/ Desenho para o disco "Blink of an Eye". (Extraído do site do conjunto).
/Imagem#7/ Capa do disco "Time Lost" (1997), talvez o irmão do "Wounded", sem ser cópia-carbono.
/Imagem#8/ Capa do disco "Tug of War", sinfônico, pesado e com belas baladas. Destaque para a excelente faixa instrumental  "Progtology". 
/Imagem#9/ CD do disco "Tug of War".
/Imagem#10/ Capa do disco "Juggling 9 or Dropping 10" (2000), moderno e vintage, ao mesmo tempo. Belas texturas instrumentais e a posante e harmônica voz de Ted Leonard são o passaporte para esta aventureira viagem musical.
/Imagem#11/ Contracapa do álbum "Juggling 9 or Dropping 10".
/Imagem#12/ Contracapa do disco "Break".
/Imagem#13/Pinguins. (Desenho retirado do site do grupo).
/Imagem#14/ Desenho para o álbum "Blink of an Eye. (Retirado do site do grupo).
/Imagem#15/ Banda ao Vivo, no Headway Festival (2005). (Foto - Site da banda).
/Imagem#16/ Capa do disco "Live at Last" (2004) - registro ao vivo, com uma retrospectiva da carreira. O último lançamento do Enchant.     
/Imagem#17/ Banda em ação, no festival de rock progressivo "Nearfest". (Foto - Site do grupo).
//Músicas// 
/Mae Dae/ Breve faixa instrumental do disco "Blink of an Eye". Abre o disco ao vivo "Live at Last".
/Oasis/ Música contida no pimeiro trabalho da banda. Sua jornada de 9 minutos e pouco segundos encerra o álbum ao vivo "Live at Last".
//Fontes da Matéria//
/Amazônia por um Fio, em 5 anos Cenário pode ser Irreversível/ noticias.ambientebrasil.com.br/clipping (Portal Terra) (03/11/2011).
/Recursos Naturais podem ter Colapso em 40 anos, dizem Especialistas/ noticias.ambientebrasil.com.br/clipping (G1) (18/10/2011).
/Pega ladrão! Roubaram as atribuições do IBAMA - Artigo de Sérgio de Oliveira Netto/ Site - Jus Navigandi.