A Noite das Florestas - Parte 2

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/O ESCAPE PELAS LATERAIS (VISÃO DO PARAÍSO)/ 




       /O Escape/ Os bichos vislumbram (através dos quadros laterais) a possibilidade de um  futuro equilibrado,  com a natureza
              preservada e  guiada por um caminho  de autossustentabilidade. Uivos,  assobios, guinchos e trinados se transformam em
             uma única forte voz modulada que todos os animais (das Ilhas 1 e 2) entendem: "Vamos fugir para a realidade dos quadros!".
          









             /O Escape/ Uma realidade em que a natureza está preservada e o ser humano mudou o seu paradigma, passando a ter uma
             relação harmônica e de respeito com ela (distante do predador de outrora da fauna e da flora). Em que  o "canto da sereia" do 
             lucro acima de tudo não é mais o mote existencial do progresso.   

            "Mas como alcançar este cenário equilibrado?" - pensou o Lobo.  "O que deve ser feito para sair das Ilhas Arrasadas?" - matutou.










              /O Escape/ Com o Conselho dos Bichos formado, várias possibilidades de fuga são levantadas: teletransporte, viagem-astral,
              transmutação alquímica etc. O processo para adentrar a nova realidade só dará certo se passar  pelos motores da alma e da
              consciência.  O Lobo Vítreo chega a uma solução mobilizadora  possível de ser colocada em prática.
        












             /O Escape/ Por mais complexa que seja , é a única saída realmente efetiva e segura:  "Teletransporte com Conexão Mental e
             Harmônica com os Seres Humanos". Assim, as almas e os corpos dos bichos se preservam em uma transferência de uma realidade
            para a outra.  Além do mais, têm-se  a garantia de que neste "novo mundo" não serão mais ameaçados pelos homens, que, agora,
            apresentam  uma mentalidade modificada para uma visão de mutualismo, de respeito e de preservação da natureza.










                          /O Escape/ O ser humano possui uma relação umbilical com a natureza. Ao dizimá-la, está, por
                                                    tabela, se auto-infligindo também. "O retorno ao paraíso" é possível se o ser humano tiver uma
                                                    relação de autossustentabilidade  com a natureza remanescente (preservando de maneira racional
                                                    os recursos para que não se extinguam). O homem etnocêntrico-predatório - que está acima das  

                                                    outras espécies  e dita o "progresso", de cima de seu trator, em busca de altas cifras - deveria
                                                    estacionar em um museu de exemplos a não serem seguidos. O futuro é o da união sábia e
benéfica
                                                    com a natureza.   










            /O Escape/ O Lobo afirma: "Nós, bichos das Ilhas 1 e 2, estamos prontos para o " Teletransporte com Conexão Harmônica", pois
               não queremos desaparecer!" E continua:
              "Já fizemos  a volta ao infinito e o jardim cohabitável de maneira simbiótica entre as espécies é o nosso ponto final da jornada!".
        











         /O Escape pelas Laterais (Visão do Paraíso)/ A chegada. (Site: Rad-Ix). (Fim).












COORDENADAS
/Ouça a bela suíte "Garden of Eden" da banda germânica de rock progressivo "Albatros".
Esta faixa rica em variações temáticas pertence ao disco homônimo de 1978. Assista também ao vídeo com belas imagens da natureza/ http://www.youtube.com/watch?v=a3kuiGviIJg
/Imagem de abertura do post - retirada do site "Medusa"/

A Noite das Florestas - Parte 1

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        /Projeção - Habitat 2/




A instalação /Jardim, faço nele a volta ao infinito - Parte 02 - A Noite (A Sereia)/, do artista paulistano Albano Franco, integrou a 29ª Bienal (2010).
Esta obra desperta a atenção por envolver o espectador em uma dimensão impactante que evoca sonhos, magia, simbolismo, ludicidade que metaforizam a relação do homem com a natureza. 
Como se observa pela imagem de abertura /Projeção - Habitat 1/, os bichos e as árvores encontram-se em um espaço escuro e são projetados em uma parede que os decodifica em seres escuros atados em um ambiente árido e opressor. A imagem formada na parede carrega uma forte carga simbólica de alerta (afinal, o subtítulo /A Noite/ da instalação não é fortuito).





          /Projeção - Habitat 1/ As sombras dos seres refletidas na parede remetem a um ambiente opressor, desolado e condenado.





 A instalação é dividida em quatro partes.
As duas primeiras partes (as projeções de seres  no centro da sala) evocam as trevas, a distopia  e se complementam. As outras duas (quadros laterais que trazem imagens harmônicas da natureza) evocam a luz e o verde,  que simbolizam o equilíbrio e a preservação do meio ambiente e contrapõem-se à atmosfera lúgubre das projeções. 





/PROJEÇÕES/


            /Projeção - Habitat  1/  O aparelho ilumina a primeira das maquetes (troncos), que tem sua estrutura projetada na parede.
               (Fonte: UOL).        




/PROJEÇÃO - HABITAT 1/

A primeira maquete da /Projeção - Habitat 1/ é formada por vários troncos de formas inusuais e disformes. Causa uma sensação de desconforto por gerar um ruído na leitura de seu significado, pois não parecem meros troncos de árvores comuns. 





         /Projeção - Habitat 1/  Homens-árvores embrutecidos em uma relação nada simbiótica com a natureza. (Foto: Divulgação).




Com a aproximação em direção aos troncos e galhos, dissipa-se a dúvida em relação ao significado das formas, gerando  o  entendimento de que os homens-árvores-troncos-galhos estão açoitando e degradando a natureza. O que era para ser um mutualismo acaba por se transformar em um parasitismo visceral e patológico (de separação radical entre o homem e o meio ambiente).






         /Projeção - Habitat 1/  O aparelho iluminando a segunda maquete da Projeção. 







          /Projeção - Habitat 1/  Projetor, maquete e a imagem sombria resultante.




Na segunda maquete da /Projeção - Habitat 1/, tem-se uma mesa que apresenta em seu cume galhos e troncos que aparentam estar secos em um ambiente árido e com a presença de outros seres. 




        /Projeção - Habitat 1/  Um cenário em nada aprazível.








                                                 /Projeção - Habitat 1/ A maquete com os bichos vítreos-azulados e os troncos retorcidos.
                                                                           Ao fundo, as sombras negras disformes destes seres projetadas na parede. (Site: Novos
                                                                           Curadores).
                                                                  

    





Na segunda maquete da /Projeção - Habitat 1/, bichos estão ilhados em estruturas que remetem a arbustos estéreis. Repare na projeção ao fundo: os bichos e os arbustos  engendrados em uma  parede clara, que se transmutam em sombras negras e sombrias. Inclusive, um dos bichos parece estar enforcado. Seria este o triste destino da natureza?





                                                           /Projeção - Habitat 1/  A ave de vidro na maquete, que parece estar enforcada na projeção. 








                                            /Projeção - Habitat 1/ A luz refletida nos seres de vidro confere uma atmosfera
                                                                           espectral onírica ao conjunto. O vidro traz o simbolismo da fragilidade.







       /Projeção - Habitat 1/ A maquete com os seres azulados e as árvores secas e disformes. Um estado de suspensão limbática?








       /Projeção - Habitat 1/ A sobreposição projetada da Maquete 1 (Homens-árvores embrutecidos) com a Maquete 2 (Seres azulados e 
               vítreos) cria esta "pintura de luz" (um pesadelo), que talvez seja uma metáfora  para várias espécies animais correndo o risco
               de extinção.







           

          /Projeção - Habitat 2/ Um novo ambiente com novos seres e igualmente desolador e fantasmagórico como na Habitat 1.
               Ausência de verde, de espaço e de  liberdade para os bichos imersos nesta ilha apocalíptica.






/PROJEÇÃO - HABITAT 2/

Uma vez mais (tal como na Habitat 1) temos os bichos dominados, subjugados e massacrados pelo homem-tronco-rude, que tratora a natureza, sem se importar com as consequências deste ato maléfico e inconsequente, seguindo o mote: "O homem é o centro de tudo e dane-se o resto".




        /Projeção - Habitat 2/ Aqui é o cenário da danação completa. Bichos solitários e presos pelo homem em ilhotas degradadas.
                Talvez a saída desta calamidade esteja  nos quadros à direita (ao fundo).










         /Projeção - Habitat 2/ "É...Colegas, sem refresco por aqui!" - falou o lobo. Parece que agora os troncos são garras que aprisionam
              os desafortunados dos bichos, cujo único sol que possuem é a luz azul-fantasmagórica.









       /Projeção - Habitat 2/ E nestas ilhotas bem distantes do paraíso, os animais não tem como escapar, já que não há mares, florestas e
          rios para aonde ir. O lobo de vidro parece estar olhando para os quadros ao fundo e à direita (talvez o único escape).

    









         /Projeção - Habitat 2/ O lobo vítreo pensa: "Para fugir daqui, eu juro que viro o cão de estimação da Chapeuzinho Vermelho.
              
Deus queira que ela esteja em um dos quadros, ao fundo. Quero voltar para a floresta de árvores frondosas!"







              /Projeção - Habitat  2/ E o lobo de vidro vislumbrando um possível destino negro, reflete: "Se fosse possível o retorno ao paraíso
              e à natureza perfeita. Ou, nem assim, tão perfeito: bastaria  que o homem parasse  de  destruir a natureza imbuído de uma
              postura consciente  de respeito à vida. Este cenário aqui de árvore dos enforcados me apavora!".








/PROJEÇÕES - HABITATS 1 e 2/ 



              /Projeções - Habitats  1 e 2/ O lobo falou para os seus colegas: "Nossa Senhora, os nossos irmãos da Ilha 1 também estão em apuros.
               A projeção do futuro deles me parece muito sombria". O gorila suspirou: "Que saudades que eu tenho do King Kong".




/O ESCAPE PELAS LATERAIS -  VISÃO DO PARAÍSO (QUADROS DE INTEGRAÇÃO HARMÔNICA COM A NATUREZA)/ (Continua).


Casa-Folha

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//É uma casa engraçada e peculiar// Ela  divide o terreno com uma residência privada e principal. Estão  localizadas na costa norte australiana.  O nome da  construção é "Casa Folha". O projeto foi criado pelo escritório de arquitetura britânico "Undercurrent Architects".






                                     A Casa Folha encontra-se logo abaixo da residência principal.





//Tem um teto em forma de folhas, vigas (que são troncos) e vista espetacular para o mar// O design da casa busca a integração com a natureza, tanto que os materiais utilizados remetem a elementos naturais e a sua inserção no terreno busca uma simbiose com o espaço verde circundante.
O conceito de construção é assim definido pelo escritório "Undercurrent Architects": "O Projeto desenha as imagens da natureza e expressa isto através das estruturas, criando elos de ligação entre o interior e o exterior".
O teto é formado por conchas modulares que lembram folhas secas. Estas conchas são suportadas (com uma certa folga) por uma estrutura de vigas-gêmeas de aço (emulam troncos de árvores / raízes) que conferem uma vivacidade de formas sinuosas e vívidas ao interior da construção.












//Todo mundo pode entrar nela para relaxar: curtir a natureza e desestressar. Porque o seu chão neutro traz sensação de paz. Se quiser, vai bem um tapete. E não se esqueça de avistar o mar// No interior da casa, as vigas em forma de troncos conferem um atmosfera despojada e natural ao espaço (como se a pessoa estivesse no meio de uma floresta, admirando a paisagem).
O chão em forma de piso de rocha amplia ainda mais a sensação orgânica de espaço natural.











//Suas paredes transparentes circundam a sala-mar (feita para meditar)// Para propiciar a interação com a natureza ao redor, uma fina "cortina" de fibra de vidro delimita o espaço interno do externo. Isso permite que a residência esteja constantemente iluminada  nas laterais (com um sol menos intenso, devido às paredes ondulantes de vidro que suavizam os reflexos de luz) e protegida do sol forte (pela cobertura em forma de folhas marrons, que permite a entrada de luz somente pelos vãos entre os módulos). Além disso, a transparência dos vidros permite a visão da vegetação e do mar. 







                                    O telhado de painéis modulares em forma de folhas.









                
                        
//Um lugar perfeito para se estar e a natureza respeitar// Este projeto traz uma combinação de design ambiental com materiais de alta tecnologia, resultando em uma construção harmônica e integrada ao meio ambiente.  
   











//Uma casa feita com apuro e  criatividade na costa norte litorânea da terra dos cangurus//  Vale  destacar  um  interessante vídeo em tempo acelerado (time-lapse), que mostra as etapas de construção da "Casa Folha": http://www.youtube.com/watch?v=o7xQ3W8n-bc








       Os dormitórios se encontram na parte inferior da casa.









COORDENADAS
//Imagem de abertura do post// Roots 4 - Xavier Cortada.
//Site do escritório "Undercurrent Architects"// www.undercurrent-architects.com
//Ouça  uma versão do cd "Ao Vivo" (2007) da  canção-balada "Casa Encantada" (do disco homônimo) da banda "O Terço", que conta a interação harmônica de uma casa com a natureza//
http://www.youtube.com/watch?v=r9AOVXvD0X8
//Poema "A Casa" - Vinícius de Moraes - Bardotti - Sérgio Endrigo//

Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
Na rua dos Bobos
Número zero

Enciclopédia Gibraltar

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A Enciclopédia Gibraltar é uma das mais completas dentro do cenário do rock progressivo. Em suas páginas digitais em inglês são listadas e analisadas desde as bandas tradicionais até as mais obscuras e desconhecidas da cena progressiva (muitas delas,  por sua qualidade,  têm suas obras  valorizadas e procuradas por colecionadores).
O que difere a Gibraltar das demais enciclopédias é o seu caráter de resenha que comenta as bandas e os seus respectivos trabalhos (a tendência é para cada  grupo haver mais de uma resenha feita por um colaborador distinto). Assim, cada banda é analisada de forma bem objetiva e clara (com um maior número de críticas para um determinado grupo,  alcança-se uma ampla gama de informações valiosas, que, às vezes, são até divergentes, conferindo assim, uma essência democrática para a Enciclopédia).
Na verdade, o início da Gibraltar deu-se como lista de discussão digital acerca do rock progressivo, em 1991 (criação de Mike Taylor). Com o decorrer dos anos, adquire o formato de enciclopédia digital e se torna referência como uma das mais respeitadas publicações do movimento progressivo.
A disposição do material no site é bem organizada, com o predomínio das cores branca e azul (o que torna a leitura mais agradável).
Em inúmeras resenhas, aparecem fotos que ajudam a dinamizar a leitura. Uma nova tendência da Gibraltar é a de acrescentar vídeos para enriquecer os textos.
Contribuições podem ser enviadas para os responsáveis pela Enciclopédia, via e-mail.
O proprietário atual do site é Fred Trafton.







Vamos pegar como exemplo a banda americana Gordian Knot, que mistura uma série de correntes musicais distintas em seu encorpado som (jazz-fusion, progressivo, clássico, metal-progressivo, música alternativa, world music...) e mostrar uma das resenhas (referente ao primeiro disco, que possui o mesmo nome do grupo) feita pela Gibraltar:






                                              

O primeiro disco da banda lançado em 1999.




"Esta é uma banda de Sean Malone (baixista/tecladista) e Sean Reinert (baterista) do grupo Cynic + Trey Gunn (guitarrista do King Crimson) + Ron Jarzombek (Watch Tower/Spastic Ink) + Glenn Snelwar (ambos nas guitarras). Como convidado, aparece John Myng (Dream Theater) no stick (baixo) (formação soberba!).
O primeiro disco é um festival de se tocar no estilo tapping (bater com o dedo nas cordas dos instrumentos). Comparando com o disco "Focus" da banda Cynic, as músicas presentes parecem mais acessíveis e  têm uma essência mais atmosférica...O som mais pesado do álbum traz como influência o Cynic. A grosso modo, a obra parece uma mistura do grupo Cynic com o King Crimson, exceto, as últimas faixas, que são nitidamente inspiradas na música raga indiana (bem propícias para se meditar).






                                                              
Sean Malone em ação.




Este trabalho não é no mesmo molde do álbum "Focus" do Cynic...E a maioria das faixas surpreendem. A primeira e intensa-fusion "Code/Anticode", a inacreditavelmente vigorosa "Reflections", a ritmicamente pesada "Singularities", a veloz "Rivers Dancing" e a exótica versão de uma peça de J.S. Bach, "Komm Süsser Tod, Komm Sel'ge". "Megrez" é quase como um solo de Gunn na sua guitarra-tapping...Dê uma ou mais ouvidas no material, você não ficará desapontado" - Nenad Kobal    






                                    



Alexandre, o Grande com a sua espada.
 
A profecia do Oráculo anunciou que o sucessor do Rei da Frígia (Asia Menor) chegaria à cidade em uma carroça. Fato concretizado pelo camponês Górdio, que foi coroado rei, e, em homenagem ao seu passado, amarrou no Templo de Zeus a sua carroça, com um robusto nó.
                                                       





//Ouça a enérgica e bela "Reflections" (talvez uma das mais interessantes  do primeiro disco) que alterna momentos calmos e acústicos com outros mais acelerados e pungentes mergulhados em uma rica textura sonora// http://www.youtube.com/watch?v=_oUzUCIv1Vk  

A banda lança o seu segundo disco "Emergent", em 2003. O som continua denso, mesclado e complexo. E novos convidados aderem ao conjunto (Steve Hackett, Bill Bruford, Jim Matheos...).








                                 

      
Alexandre, o Grande corta o nó de górdio. (Obra do Museu Hermitage).  
O rei Górdio reinou por muito tempo. Ao falecer, foi substituído por seu filho Midas, que
 ampliou o império, mas não deixou herdeiros. O Oráculo afirmou que quem rompesse o nó de Górdio seria o "senhor" de toda a Ásia Menor. Após quinhentos anos e incontáveis tentativas para se romper o nó, Alexandre, em sua campanha na Ásia,  passa pela Frígia e, finalmente, corta o poderoso nó.
                                                          










COORDENADAS
/Site da Enciclopédia Gibraltar/ http://www.gepr.net/
//Fonte Consultada//
/Wikipedia/
/Foto de abertura do post - retirada do site/ http://www.noholidaynolife.com/

Escritor de Livro de Bolso

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"Paperback Writer" é uma canção dos "The Beatles" que foi escrita na forma de carta de um  escritor para um editor com o objetivo de conseguir a publicação de seu primeiro livro.
Aqui vai o "currículo" deste inesquecível rock:







 Revolver, o 7º álbum de estúdio da banda, foi lançado em 1966, mesmo ano 
                                                          de lançamento do single "Paperback Writer / Rain". 
                                                                          






História (Formação)
Canção escrita por Paul McCartney e creditada a Lennon / McCartney.
McCartney escreveu esta música em resposta a uma tia que indagou se ele poderia escrever uma canção que fugisse da temática de amor.
Ao observar Ringo Star lendo um livro, ele decidiu que iria escrever uma música sobre um livro. A idéia do desenvolvimento da canção foi aprimorada quando Paul McCartney leu no "Daily Mail" uma notícia sobre um escritor com o desejo de publicar sua primeira obra.







"Paperback Writer" não foi lançada em nenhum disco oficial dos "The Beatles". Ocupando o lado 1 do 11º disco-single lançado pela banda (1966), ela alcançou o #1 das paradas na Inglaterra, Estados Unidos e vários outros países.











Quanto a sua estrutura, esta canção é um vigoroso rock com um riff de guitarra bem marcante e a presença bem destacada e pulsante do baixo (destaque para o timbre ímpar do Rickenbacker de McCartney gravado em um volume alto de som). Vale mencionar também a harmonia vocal da música (com o belo coro dos integrantes no começo e no decorrer da faixa). Esta receita musical foi seguida à  risca por grupos de pop rock e de hard rock, nas décadas seguintes.
Esta é uma canção, na carreira dos "The Beatles", que marca a transição da fase "Reis do Iê, Iê, Iê!" (com breves canções pop românticas) para uma etapa música e tematicamente mais complexa, que passa a abordar com profundidade outros assuntos (espiritualidade, passagem do tempo, solidão etc.).     













Experiência Musical
"Paperback Writer" continuou o seu legado de sucesso ao integrar o set list das apresentações ao vivo do grupo e posteriormente, ao ser incluída nos shows de Paul McCartney, em sua carreira solo (inclusive, faz parte do set list da sua atual turnê "Up and Coming Tour" - que passará por São Paulo nos próximos dias 21 e 22 de novembro). 

//Paperback Writer (Versão-Estúdio - "The Beatles")// http://www.youtube.com/watch?v=sH3TvSxT288 
//Paperback Writer [Versão ao Vivo de McCartney, no Canadá (2009) - mais conhecida como "Ooops: Vamô Recomeça!"]// http://www.youtube.com/watch?v=W9Q8Kd3ueEc








                                     Este folk é amigo do "Blackbird". (Ilustração: Edward Lee).








Influências
A história de "Paperback Writer" é sobre um autor novato que precisa com urgência de um trabalho e procura pavimentar o seu objetivo ao endereçar para um editor uma carta, na qual explica, que escreveu uma versão de livro de bolso baseada em outra obra de um homem chamado Lear (conforme a letra da canção).
"Lear" é uma referência ao artista "Edward Lear" da época vitoriana, o qual, John Lennon apreciava bastante (mas Lear nunca escreveu romances - foi pintor, ilustrador, caricaturista, poeta-humorísta - e uma de suas obras mais conhecidas é a história infantil "The Owl and the Pussycat").











"Paperback Writer" foi coverizada por várias bandas e músicos, como por exemplo:
/"Tempest" (banda do guitarrista Allan Holdsworth): a música aparece no álbum "Living in Fear" (1974)/
/Eric Johnson: está inserida no disco "Souvenir" (2002) do guitarrista/
/Bee Gees: integra o álbum "Inception/Nostalgia" (1970) da banda australiana/








       Early Morning Crescent Moon. (Desenho: Edward Lee).











COORDENADAS
//Fonte - Wikipedia//
//Imagens do single de "Paperback Writer"e do LP "Revolver" - retiradas da Wikipedia//
//Os demais desenhos que aparecem no post são do artista "Edward Lear"//
//Letra//

Paperback writer
Paperback writer
writer, writer...


Dear Sir or Madam
will you read my book?
It took me years to write
will you take a look?


Based on a novel
by a man named Lear
And I need a job
So I want to be a
paperback writer
Paperback writer


It’s a dirty story
of a dirty man
And his clinging wife
doesn’t understand
His son is working
for the Daily Mail
It’s a steady job
But he wants to be a
paperback writer
Paperback writer


It’s a thousand pages
give or take a few
I’ll be writing more
in a week or two
I can make it longer
if you like the style
I can change it round
And I want to be a
paperback writer
Paperback writer


If you really like it
you can have the rights
It could make a million
for you overnight
If you must return it
you can send it here
But I need a break
And I want to be a
paperback writer
Paperback writer


Paperback writer
Paperback writer
writer, writer


Paperback writer
Paperback writer
Paperback writer


Paperback writer...
________________

                            

Estacas de Vento

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"Os Campos, o Céu..."


"The Fields, the Sky" é uma música composta pelo guitarrista Pat Metheny que parece ser uma metáfora musicada de um vôo. Era como se um pássaro estivesse a observar do alto do seu planar a integração harmônica entre alguns elementos da natureza (o céu e o campo, por exemplo).
Esta faixa está dividida em três movimentos (que talvez representem as etapas de um vôo):
/1º Movimento/ Começo acústico, lento e meditativo (quase new age). Os acordes suaves da guitarra passam a sensação de tranquilidade. No sentido figurado, talvez seja o aquecimento e a preparação para o vôo.
/2º Movimento/ a guitarra vai aos poucos acelerando os acordes (o início do voar, com a aprumação do corpo no céu).
/3º Movimento/ o clímax da música, com a manutenção do andamento acelerado da guitarra e a entrada ritmada dos demais instrumentos [bateria, percussão (berimbau e triângulo), baixo e piano)], que encorpam o instrumental até a chegada do tema principal da música. Metaforicamente, seria o alcance da condição ideal de vôo, com o ganho da estabilidade que permite o aumento da velocidade.






                                           



"The Fields, the Sky" integra o primeiro disco ao vivo, "Travels" (1983), do Pat Metheny Group, que registra a turnê da banda que passou por várias cidades americanas. Destaque para o inspirado trabalho percussivo de Naná Vasconcelos, que enriquece o som deste jazz-fusion etéreo de maneira vibrante, consistente e com nítidas influências brasileiras.

/"The Fields, the Sky (do disco "Travels")/ http://www.youtube.com/watch?v=GmWjztBc1j0   






         Vento na plantação. (Blog: spad1.wordpress).






"... As Estacas de Vento"


"Windstalk" é um projeto que inspira-se na maneira como o vento balança um campo de trigo ou canaviais (segundo o escritório de design "Atelier DNA", de Nova York - autor da obra).
É um empreendimento de energia eólica que  apresenta hastes (como interessante diferencial ecológico) no lugar das usuais hélices (que podem causar acidentes fatais com aves). Além disso, produz a mesma quantidade de energia das tradicionais usinas  eólicas com turbinas.






        Foto: Atelier DNA.




Este projeto consiste em 1.203 hastes (de 55 metros de altura) que são fixadas no solo por bases de concreto (que variam de 10 a 20 metros de diâmetro).
As hastes são feitas por pólos de resina reforçados por fibra de carbono (30 cm de diâmetro na base e 50 cm no topo). A extensão de 50 cm no topo dos pólos é iluminada por uma lâmpada LED (de alta durabilidade e consumo mínimo de energia), que acende e apaga de acordo com a oscilação dos  pólos ao vento. 
Quando não há vento (momento em que os pólos ficam parados), as luzes se apagam.


  







As bases que escoram as hastes são posicionadas, ao longo do terreno, em formato de espiral.
Elas se tocam, formando uma espécie de carpete acimentado, e se diferenciam no formato dos vórtices.
Quando chove, a água desliza para os declives das bases, ocupando os espaços ao redor delas e concentrando água (onde a vegetação floresce).
É possivel ter uma experiência única dentro do "Windstalk": caminhar por entre as bases, contemplando o verde dos arbustos e gramas, deitar-se nos declives das bases e escutar o som que o vento produz quando passa pelos pólos e o silêncio da falta dele.





 



Do ponto de vista técnico, dentro da cavidade de cada pólo da base, há um mastro de discos de cerâmica piezoelétrica (geradora de campo elétrico). Entre os discos de cerâmica, há eletrodos, sendo que cada um deles é conectado com os demais por um cabo que vai do topo para a base de cada pólo.
Quando o vento balança os pólos superiores, o mastro de discos piezoelétrico é forçado por compressão, gerando uma corrente através dos eletrodos.
Dentro de cada base de concreto existe uma câmara côncava que abriga um gerador de torque, que converte a energia cinética dos pólos em energia elétrica.









A eletricidade não é constante, pois depende do vento. Para compensar, há uma bateria para armazenar energia, que se vale de duas amplas câmaras (tão largas como o campo de hastes e que se encontram abaixo deste).
Há uma câmara superior e outra rebaixada. Quando o vento sopra, parte da eletricidade gerada alimenta uma série de bombas de água (movem o fluido da câmara inferior até à superior). Quando não há vento, a água da câmara superior flui para baixo, transformando as bombas em geradores.








   

O projeto "Windstalk"  alcançou o segundo lugar  na competição "Land Art Generator" (2010), que foi  criada pela cidade planejada de Masdar (em construção, seguindo os princípios da sustentabilidade,  dentro de Abu Dhabi - capital dos Emirados Árabes Unidos).
Esta competição tem por objetivo premiar o projeto que ofereça a mais limpa, criativa e funcional utilização de energia alternativa.







COORDENADAS
//Escritório Atelier DNA// http://atelierdna.com/  /As fotos do post foram retiradas deste site/
//Organização Land Art Generator// http://www.landartgenerator.org/
//All Music Guide//
//Wikipedia//